Filme: Dezesseis Luas (2013)

dezesseis

Demorei para ver esta adaptação, primeiro quis ir assistir no cinema mas não tinha companhia, e depois porque as críticas estavam muito negativas, e isso me desanima.

Mas a curiosidade sempre vence, e la fui eu assistir ao filme, e resumindo em uma palavra: Desastroso.

Eu li “Dezesseis Luas” no final do ano passado, pela simples curiosidade de ver um romance adolescente pela perspectiva do garoto, que é um pouco raro na literatura. Não me decepcionei com a história, mesmo achando que em certos momentos o Ethan tinha atitudes um pouco femininas demais, mas em um todo a história foi bem escrita e envolvente.

Imaginem como eu fiquei depois de assistir ao filme, que usou apenas um pouco da base da história e mudou completamente o final? Eu fiquei sem reação, não podia acreditar no que meus olhos estavam vendo.

*Pode ser que a partir de agora eu fale alguns Spoilers do livro, então se você não o leu não recomendo continuar.*

A história trata do amor de Lena, uma conjuradora, por Ethan, um humano comum, e a grande decisão da vida dela que acontece aos 16 anos, ser boa ou má. Até aí o filme caminha muito bem, mesmo sem mostrar a ligação de mentes, que posso chamar assim, que os dois possuem que era um ponto que eu gostaria que os produtores tivessem abordado, mas tudo bem.

O problema todo para mim começou no medalhão, que só acontece no filme, naquele momento eu esperei ver a explicação do romance de uma antepassada da Lena que deu origem a maldição que  a faz escolher um lado aos 16 anos, até tem a explicação mas não foi satisfatória.

Aí chegamos ao grande momento final, o aniversário de Lena, e eu toda empolgada para ver a grande batalha de Sarafine e tio Macon seria “A” cena de ação e revelação e não aconteceu, eu vi uma menina correndo pelos campos, em uma encenação da batalha, que encontra seu grande amor morto, e o mesmo vira seu tio que se colocou no lugar dele para salva-lo, sem esquecer que no filme Lena tira ela da memória de Ethan, nada a ver com a história, e o final fica sem graça.

Acho que expliquei bem detalhado aonde eu odiei, e depois da minhas experiência, não recomendo quem gosta do livro assistir ao filme, a decepção será muito grande.

Bruna

Resenha: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa – C.S. Lewis

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“Dizem que Aslam está a caminho. Talvez já tenha chegado”, sussurrou o Castor. Edmundo experimentou uma misteriosa sensação de horror. Pedro sentiu-se valente e vigoroso. Para Suzana, foi como se uma música deliciosa tivesse enchido o ar. E Lúcia teve aquele mesmo sentimento que nos desperta a chegada do verão. Assim, no coração da terra encantada de Nárnia, as crianças lançaram-se na mais excitante e mágica aventura que alguém já escreveu.”

Skoob

 

Segundo conto da série “As Crônicas de Nárnia”, e o primeiro que virou filme, o que me fez procurar o livro para conhecer melhor a história.

*Cuidado esta resenha pode conter Spoiler do primeiro conto “O Sobrinho do Mago”*

Passa-se muitos anos desde os acontecimentos de “O Sobrinho do Mago”, vemos Digory bem mais velho, e morando sozinho, até receber a “visita” de Lúcia,Susana, Pedro e Edmundo.

A história se passa durante a guerra, as crianças são levadas por sua própria proteção. A residência tem um amplo jardim, o que causa alívio nas crianças que terão muito espaço para diversão.

Mas quando eles resolvem se divertir no lado de fora, começa uma grande tempestade, o que os obriga a brincar dentro de casa. Começaram a se aventurar por todos os comôdos, mas um em especial chamou a atenção: um quarto com apenas um guarda-roupa.

Decidiram portanto brincar de esconde-esconde, e Lúcia, a mais nova, foi esconder-se justamente no guarda-roupa, e assim reencontramos uma Nárnia totalmente diferente do primeiro conto.

Ver Nárnia gelada, em todos os aspectos possíveis, é um pecado se você leu o primeiro conto, porque é um mundo tão belo que não merece esse “castigo”.

Depois de Lúcia o próximo a entrar nesse mundo foi Edmundo, que como no filme lançado pela Disney, mentiu para os irmãos deixando Lúcia como mentirosa. E por último, mas não menos importante, vemos a entrada de Susana e Pedro, e a descoberta das mentiras de Edmundo.

Reencontramos Aslan, e vemos ele se sacrificar pelo que ele acreditava, o que é louvável demais e um grande exemplo a ser seguido. A “queda” da feiticeira branca é muito bem feita, ela própria se afundou e se destruiu com suas atitudes egoístas e egocêntricas.

Esse conto foi um grande surpresa em comparação ao filme, porque como estamos acostumados a ver sempre quando um livro vira uma adaptação para o cinema, ou fica muito distante do livro ou não tem nada haver.

Depois de ler o segundo conto recomendo que leia o livro em ordem cronológica e não de publicação, fará muito mais sentido certos acontecimentos.

Espero que tenham gostado.

Bruna

Cinema: G.I Joe- Retaliação

Eu deveria postar hoje a resenha do livro “As Brumas de Avalon”, mas ontem fui assistir ao filme e não resisti.

Não vou opinar sobre o primeiro filme porque não assisti e todos que viram falaram que era ruim.

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A história começa explicando que o comando dos G.I Joe’s prendeu com êxito o Cobra e o Destro, que eles tinham salvado o mundo de uma guerra.

Só que eles não contavam com os planos de Zartan, que se passa por presidente para libertar Cobra e colocar em prática o seu novo projeto de destruição.

Eu assisti o filme em 3D, porque quando fui ver João e Maria passou o trailler do filme e a cena era muito boa para que eu fosse ver em 2D. O 3D compensa sim neste filme, todas as cenas de tirar o fôlego, o 3D está lá muito bem feito.

Diferente das reclamações que ouvi sobre o primeiro filme, este tem tudo para agradar quem gosta de ação, além do mais tem um dos atores que mais gosto desse gênero: Dwayne Johnson, sou fã dele a um bom tempo, ele tem tudo para um filme de ação.

Se estiver na dúvida, pode ir tranquilo ao cinema o filme não decepciona em nenhum momento, e o melhor, não tem “pegação” típica deste tipo de filme.

Bruna

Resenha: Sangue Quente – Issac Marion

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“R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a “vida” de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa.”

Skoob

Vou ser bem sincera, se fosse pela capa e pelo nome do livro e sinopse, eu não o leria. Então você deve estar se perguntando: por qual motivo eu li? Foi para entender o filme ” Meu namorado é um zumbi”.

Não assisti ao filme, e não sei se irei porque não foi uma história que me cativou tanto, mas olhando a programação do cinema para ir com o namorado, o nome me chamou atenção e foi assim que descobri o livro em questão.

O livro trata da história de R, um zumbi é claro, que vive em um aeroporto dominado por outros zumbis e os ossudos, que são zumbis sem “carne”. Ele é um zumbi “novo”, ainda  esta em seus primeiros estágios de “apodrecimento”.

O livro é narrado pelo próprio R, mas precisamente pelos seu pensamentos, porque zumbis não conseguem falar muito.

Zumbis, no caso deste livro, não se alimentam sempre, só quando acham que necessitam muito. R junto com seu amigo vi ate a cidade “caçar” comida e encontra um grupo de jovens ele mata Perry, e quando começa a comer seu cérebro lê em seus pensamentos que ele quer que Julie, sua namorada, seja salva. E R resolve salva-la.

O mais básico que posso contar sem soltar o livro todo é isso. R e Julie ficam juntos primeiramente pra salva-la, e posteriormente por amor.

O começo é bem chato, quase me fez desistir de ler, o meio já fica um pouco mais empolgante, mas o final é desastroso. Achei que faltou explicação no final. não ficou muito claro e termina sem dizer se acabaram os zumbis ou não.

Se pudesse recomendaria ler só o meio, porque o resto é terrível, foi o livro que mais consumiu paginas da agenda de anotações para que eu não me perdesse ao fazer essa resenha.

Da cabeceira para as telas: João e Maria: Caçadores de Bruxas

Nova categoria no blog!

Resolvi criá-la porque pesquisando os filmes que serão lançados este ano, e que já estão criando muita expectativa, a maioria é adaptações de livros, e nem só de livros eu vivo, também amo cinema.

Na última sexta-feira (25/01/13) estreou nos cinemas o filme “João e Maria: Caçadores de Bruxas” nas versões 2D e 3D. Eu como uma boa fã de contos de fadas, fantasia e continuações de histórias infantis fui conferir a versão em 3D e conto o que achei desta “continuação” do conto dos Irmãos Grimm.

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Primeiramente se você pensou que por se tratar de uma história bobinha, sem ação e infantilizada, pode esquecer essa idéia. João e Maria surpreende com ótimas cenas de ação, sustos, comédia e efeitos especiais de tirar o folêgo.

A história começa parecida ao conto original, os dois irmãos são deixados na florestas á noite pelo pai sem nenhum motivo aparente. Começam a sentir fome e caminham pela floresta tentando voltar para casa, no caminho encontrarão a casa da bruxa dos doces, onde são feitos “reféns” e alimentados para virarem comida. Mas usando sua esperteza conseguem jogar a bruxa no forno e ela morre.

Depois disso se especializam a resgatar crianças de bruxas ao redor do mundo e mata-las. A história começa quando são chamados a um vilarejo onde as bruxas já sequestraram 11 crianças, 5 meninas e 6 meninos.

A caça a bruxa Muriel que sequestrou as crianças tem bastante ação, de armadilhas bem feitas a voo de vassouras. Mas o mais legal é você poder imaginar que a história não acabou no conto, que ela evoluiu, que foi colocado outro motivo para o abandono dos dois na floresta, e que este é o motivo principal deles terem se tornado caçadores de bruxas sem saber.

Recomendo o filme para todos, menos para os menores de 14 anos como diz a classificação indicativa. O filme é envolvente e fica no final um gosto de quero mais.

Bruna

 

Resenha: Jogos Vorazes – Suzanne Collins

 

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“Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?”

Este é mais um livro que li apenas depois de assistir ao filme, que para mim pecou um pouco, acho que se tivesse feito ao contrário teria uma raiva enorme do filme.

Foi a minha primeira distopia, não li com grandes expectativas porque não tinha visto resenha nenhuma, li por curiosidade depois do filme.

A Katniss é um menina que teve que amadurecer cedo por conta da morte do pai e da inércia da mãe, é forte, decidida, mas quando ela se achav muito auto suficiente eu queria brigar com ela.

Preciso confessar que adoro o Petta, é um rapaz doce, decidido, carismático, se arriscou para salvar um amor que nem era correspondido.

Acho a discussão sobre política e reality shows bem suave neste livro, mas não deixa nem um pouco a desejar.

Eu recomendo que se você não viu o filme, leia o livro primeiro, há algumas passagens no livro que fazem o entendimento do filme ser maior, e a experiencia mais prazerosa.

Bruna

Resenha: Eu sou o número quatro – Pittacus Lore

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“Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes que vocês apenas sonham ter. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes e nos quadrinhos — mas somos reais. Nosso plano era crescer, treinar, ser mais poderosos e nos tornar apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, todos nós estamos fugindo. O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro. Eu sou o próximo.”

Esse é o primeiro livro de uma série de 3, mas há boatos que serão mais, de Pittacus Lore, nome fantasia do autor que logo nas primeiras folhas diz que os fatos narrados são reais, e os nomes foram trocados para resguardar as pessoas envolvidas.

Como o próprio resumo do Skoob dá a entender, a história gira em torno de nove pessoas, que foram misturadas entre nós, mas que tem poderes que achamos que só existem no cinema.

Esses jovens vieram de um planeta distante, Lorien, refugiados de uma guerra intergaláctica contra magadorianos, aliens do mal, que quando souberam do paradeiro das 9 crianças, começaram uma busca implacavel pela Terra, para mata-los antes que os seus poderes se desenvolvam.

A história parece bem ficção científica olhando por alto, mas quando você começa a ler não consegue parar. A narrativa te envolve, você torce pelo número Quatro, fica feliz quando ele começa a desenvolver seus legados e se coloca no lugar dele em algumas situações tipicas de sua idade, no livro ele tem 15 anos.

A lutas com os mogadorianos é de tirar o fôlego, você não consegue parar de ler até descobrir se todos os envolvidos vão sobreviver ou não, e como os legados dele podem ajudar.

O que torna a história mais emocionante é que, quando as 9 crianças foram mandadas a Terra os Anciões lançaram sobre elas um encantmento, elas só poderiam ser mortas em ordem crescente, se alguém tentasse matá-las fora da ordem, todo o ferimento que mataria a criança, matava o seu algoz.

Recomendo a leitura do livro, sobre o filme falarei mais para frente.

Espero que gostem.

Bruna